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དིལ་མགོ་མཁྱེན་བརྩེ
dil mgo mkhyen brtse
Dilgo Khyentse
Respeitado por todas as escolas do Budismo tibetano, Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche foi um dos maiores mestres do século xx, célebre pela clareza e profundidade dos seus ensinamentos, pelo domínio que tinha das diversas práticas de meditação e pelas suas vastas atividades compassivas. Foi também um erudito brilhante e poeta, cujos escritos perfazem vinte e cinco volumes, sendo que muitos deles foram traduzidos em inglês e em várias outras línguas ocidentais. Shechen Gyal­tsap — que compôs os versos-raiz presentes neste livro — foi o seu primeiro e principal mestre; e Rabjam Rinpoche, o autor deste ensinamento, é seu neto e herdeiro espiritual. Ver: Matthieu Ricard, The Spirit of Tibet, New York: Aperture, 2001. [BQHT, 2023]
30/07/2026
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ཟླ་བ་གྲགས་པ
zla ba grags pa
candrakīrti
Candrakīrti
Candrakīrti
Grande mestre e filósofo indiano do século vi, de inigualável capacidade de pensamento lógico. Foi um dos principais representantes da tradição Madhyamaka iniciada por Nāgārjuna, e é considerado o sistematizador e fundador da abordagem prāsaṅgika (consequencialista), uma sub-escola da tradição Madhyamaka. [BQHT, 2023]
30/07/2026
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ཕུང་པོ
phung po
skandha
skandha, agregado
aggregates, skandhas, "heap"
agrégat
skandha, agregado, montón
Literalmente, “amontoado” ou “pilha”. Os cinco skandhas, ou agregados, são os constituintes psicofísicos da pessoa: a forma, as sensações, as perceções, os fatores condicionantes (volições ou formações) e a consciência. É com base nestes cinco skandhas que é formada a noção errónea de um “eu” singular, independente e permanente, que é tido como verdadeiramente existente. [BQHT, 2023]
30/07/2026
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རིག་པའི་གནས་ལྔ , རིག་གནས་ལྔ , རིག་ལྔ
rig pa'i gnas lnga , rig gnas lnga , rig lnga
paṅcavidyā
cinco ciências
five sciences
Cinq sciences
cinque scienze
cinco ciencias
Os cinco ramos do conhecimento que um paṇḍita deve dominar: 1. saber fazer coisas (bzo rig gnas, sscr. śilpavidyā); 2. saber reparar as coisas, incluindo a medicina (gso ba'i rig gns, sscr. cikitsāvidyā); 3. filologia (sgra'i rig gnas, sscr. Śabdavidyā); 4. lógica (gtan tshigs kyi rig gnas, sscr. hetuvidyā); 5. filosofia (nang don rig gnas, sscr. adhyātmavidyā). Gramática, artes, medicina, astrologia e filosofia. As Cinco Grandes Ciências (tib. rig gnas che ba lnga; sct. pañcavidyā): currículo tradicional de erudição da tradição indo-tibetana, composto por quatro ciências externas ou convencionais (tib. tha snyad kyi rig gnas) e uma ciência interna. As externas são: Gramática e Linguagem (sct. śabdavidyā; tib. sgra rig pa); Lógica e Dialética (sct. hetuvidyā; tib. gtan tshigs rig pa); Artes e Ofícios (sct. śilpavidyā; tib. bzo rig pa), que engloba a criação de arte sacra e a tecnologia; e Medicina (sct. cikitsāvidyā; tib. gso ba rig pa). A quinta, tida como o ápice das demais, é a Ciência Interna (sct. adhyātmavidyā; tib. nang gi rig pa), isto é, a filosofia budista.
11/06/2026
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མངོན་པར་ཤེས་པ
mngon par shes pa
abhijñatva, abhijña
sapiência superior
Superknowledge
connaissance extraordinaire*, pouvoir extraordinaire
São capacidades cognitivas sobrenaturais alcançadas através da meditação e da realização yógica. O termo abhijña, em sânscrito, ou mngon par shes pa, em tibetano, significa literalmente "cognição superior ou clara". Estas sapiências geralmente são listadas como cinco ou seis. As duas primeiras são: (1) visão divina (divyacakṣu), como a capacidade de ver grandes distâncias, ver outros mundos, ver onde os seres irão renascer, etc.; (2) audição divina (divyaśrotra), como ouvir sons de longe e de perto, celestiais e terrenos. Estes são chamados de "divinos", pois são semelhantes às faculdades dos deuses. As seguintes três são: (3) saber como manifestar milagres (ṛddhividhijñāna), como produzir réplicas do próprio corpo, atravessar objetos sólidos, etc.; (4) lembrar vidas passadas (pūrvanivāsānusmṛti), e (5) saber o que está na mente dos outros (paracittajñāna). A esse conjunto de cinco, frequentemente é incluido: (6) o saber que todas as impurezas ou contaminações foram eliminadas (āsravakṣayajñāna). As cinco primeiras são alcançadas através da concentração meditativa (dhyāna) e, por vezes, são descritas como mundanas, pois podem ser alcançadas em certa medida por yogins não-budistas; enquanto a sexta é supramundano e alcançada somente através da realização — por bodhisattvas ou, segundo algumas descrições, apenas por budas.
11/06/2026
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ལམ་ལྔ
lam lnga
pañcamārga
cinco caminhos, cinco vias
five paths
cinq voies*, Voies graduelles (cinq)
cinque cammini
cinco caminos
As quatro vias do treino (ou aprendizagem): acumulação, junção, visão, meditação (pertencentes à via do treino) e a via sem mais treino ou para além do treino.
01/06/2026
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ཡི་དགས , ཡི་དྭགས
yi dags , yi dwags
preta
fantasma faminto, espírito faminto, preta
preta, hungry ghost, hungry spirit, famished spirit
esprit avide, esprit famélique, esprit affamé*, préta, preta
preta, spiriti affamati, spiriti avidi, famelici
preta, espíritu hambriento
Tradução literal do sânscrito: preta é o particípio passado passivo do verbo pra-√i ("ir adiante", "partir"), de modo que pra-ita > preta significa, literalmente, "aquele que partiu", "o que se foi", "o falecido". É a mesma raiz indo-europeia presente em latim praeire ("ir à frente") e nos cognatos românicos. Acepção védica e hinduísta clássica: em textos antigos, preta designa o defunto recém-falecido no intervalo entre a morte e a integração ritual ao mundo dos antepassados. Antes dos ritos śrāddha, o morto é preta, um ser intermediário sem lugar fixo; depois deles, torna-se pitṛ, ancestral. Daí a carga sombria do termo: alguém que partiu mas ainda não foi acolhido. Acepção budista: o vocabulário sânscrito foi assumido pelo budismo, mas com especificação doutrinal. Os pretas constituem uma das classes de seres do saṃsāra, geralmente listada como um dos três reinos inferiores (ngan song), junto com inferno e animal. Caracterizam-se por um sofrimento dominado por fome e sede insaciáveis, decorrentes principalmente do karma de avareza, mesquinhez e cobiça. Def. breve: Uma das seis classes de seres, cuja emoções predomi­nantes são a avareza e a avidez, o que os leva a uma existência de miséria, marcada pela fome e sede, seja pela ausência de sustento, por viverem em lugares destituídos e desagradáveis, ou por serem incapazes de se alimentar devido à sua constituição física.
26/05/2026
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ཁྲི་སྲོང་ལྡེའུ་བཙན , ཁྲི་སྲོང་ལྡེ་བཙན
khri srong lde'u btsan , khri srong lde btsan
Trisong Detsen, Trisong Deutsen
Trisong Detsen
Thrisong Detsen
Trisong Detsen
Trisong Detsen
(790-844), 38º rei do Tibete, foi o segundo dos três grandes reis religiosos. Foi devido aos seus esforços que os grandes mestres vieram da Índia e estabeleceram o Budismo firmemente no Tibete.
22/03/2026
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རིག་འཛིན
rig 'dzin
vidyādhara
vidyādhara, detentor da cognoscência
vidyādhara, knowledge holder, awareness holder
détenteur de connaissance*, Vidyadhara
Vidyādhara
vidyādhara, sostenedor de la conciencia
"Aquele que por meios profundos detém as deidades, os mantras e a sabedoria do grande êxtase". Na Tradição Nyingmapa existem quatro níveis de vidyādhara: (1) totalmente maturado (rnam smin), (2) com domínio da duração da sua vida (tshe dbang), (3) mahāmudrā (phyag chen), e (4) espontaneamente realizado (lhun grub). [WOMPT]
14/03/2026
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ཞེན་པ
zhen pa
gardha, gṛddhi, saṃniviṣṭa, sakta
fixação, apego, obsessão
craving, attachment; to become attached; to cling to; to fixate/ seize (upon); to cling, to hold or cling tenaciously, to desire, insistence, conviction, clinging 
attachement tenace, obsession, fixation sur, attachement*
15/02/2026
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