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Penso que estes grandes mestres compreendiam a necessidade de textos concisos. Foi por esta razão que Ngulchu Thogme condensou os ensinamentos do Dharma e nos ofereceu os seus pontos fundamentais. [...] Por isso, ter à nossa disposição um texto assim é essencial para quem aspira ao despertar e à felicidade de todos os seres sencientes.
Jigme Khyentse Rinpoche
As Trinta e Sete Práticas dos Bodhisattvas, um extraordinário guia de treino da mente composto no século XIV pelo mestre Gyalse Thogme, são aqui explicadas em pormenor por Dilgo Khyentse Rinpoche – um dos grandes mestres do Budismo tibetano do século XX.
Na tradição do Mahāyāna, chama-se bodhisattvas àqueles que têm a coragem de empreender a profunda transformação interior necessária ao desenvolvimento da verdadeira compaixão, e alcançar assim o despertar em benefício de todos os seres. Indo além dos limites impostos pelas ilusões dualistas do “eu” e do “outro”, os bodhisattvas chegam à realização direta da verdadeira natureza da mente.
Há quase sete séculos que estes ensinamentos são uma fonte constante de inspiração. Apresentam-nos, de forma simples e simultaneamente profunda, como treinar a mente para nos libertarmos do emaranhado das nossas preocupações quotidianas, e descobrirmos o nosso próprio potencial de compaixão e sabedoria.
Dilgo Khyentse (1910–1991)
Dilgo Khyentse (1910–1991) foi um dos últimos grandes mestres formados no Tibete antes do exílio. Nascido no leste do país, numa família de ministros do rei de Derge, recebeu de Mipham Rinpoche o nome Tashi Paljor e, aos onze anos, entrou para o mosteiro de Shechen, onde o seu mestre-raiz, Shechen Gyaltsap, o reconheceu como herdeiro espiritual de Jamyang Khyentse Wangpo, o grande renovador do Budismo tibetano no século xix. Estudou com mais de cinquenta mestres e passou vinte e dois anos em retiro, em eremitérios e grutas das montanhas da sua terra natal, até que Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö lhe disse que chegara a hora de ensinar – e ele nunca mais parou. Percorreu os Himālayas, a Índia e o Butão, e foi um dos primeiros mestres a ensinar no Ocidente. Fora do Tibete, restabeleceu a antiga tradição do grande mosteiro de Shechen – construindo
mosteiros e stūpas, e reeditando mais de trezentos volumes. Respeitado por todas as tradições do Budismo tibetano, mestre de mestres, entre os quais o atual Dalai Lama, deixou uma vasta obra de vinte e cinco volumes e a memória de uma presença que irradiava o brilho natural da sua imensa sabedoria, compaixão e simplicidade.

Gyalse Ngulchu Thogme (1295–1369)
Gyalse Ngulchu Thogme (1295–1369) nasceu em Puljung, perto do mosteiro de Sakya, no Tibete central. Órfão desde muito cedo, tornou--se monge aos catorze anos e os seus mestres, impressionados com as suas capacidades, reconheceram nele um “segundo Asaṅga”, dando origem ao nome “Asaṅga Excelente” – Thogme Zangpo. Foi abade dos 32 aos 41 anos de idade, após o que permaneceu mais de vinte anos em retiro, interrompendo-o apenas para ensinar. Considerado uma manifestação do Buda da Compaixão, foi precisamente a sua extraordinária generosidade e altruísmo que lhe valeram o título de Gyalse, “Filho dos Vitoriosos” – designação tradicional dos bodhisattvas. Entre as muitas obras que escreveu, destaca-se As Trinta e Sete Práticas dos Bodhisattvas, condensando, em apenas trinta e sete estrofes, o cerne dos ensinamentos do Buda, em particular o caminho do Mahāyāna. Sete séculos depois, a sua obra continua a ser lida e estudada em todo o mundo.

Disponível | Envio 2 a 4 dias úteis
1ª Edição: Outubro de 2026
ISBN: 978-989-35908-2-9
Língua: Português
Encadernação: capa mole
Dimensões: 15x11x1,4cm
Páginas: 402
Dilgo Khyentse
A Essência da Compaixão
As Trinta e Sete Práticas
de Gyalse Thogme
